domingo, 23 de agosto de 2009

ENTRE O SONHO E A REALIDADE

Entre o sonho e a realidade
O que define a distância de um para o outro é o que se sonha e que planos são traçados para sua realização

No campo da motivação, vários palestrantes que ouvi trouxeram exemplos como se fossem uma regra ou receita para o sucesso e realização por atacado, como o caso do empresário que construiu fortuna catando latinhas e ferro-velho; o vendedor de canetas que tornou-se grande empresário da comunicação.

Se o trabalho desses homens bem sucedidos fosse mesmo uma fórmula exata para o sucesso, certamente hoje não haveria mais catadores de latinhas nem vendedores de canetas nas ruas. É fato que cada indivíduo traz um sonho dentro de si, e sonhos são criados de acordo com o que cada um vivencia, vê e percebe. Nem sempre os sonhos que nos levam a sonhar são realizáveis dentro da realidade na qual vivemos.
É possível que o catador de latinha ao ouvir o testemunho do empresário que fez o mesmo que ele faz, antes de tornar-se rico, o leve a sonhar com a mesma coisa. Sonhos realizáveis, são os sonhos que trazemos dentro de nós, independentemente das circunstâncias externas, dos obstáculos que aparecem. Precisamos ter auto-motivação, não uma motivação sugestionada. A auto-motivação não depende de opiniões alheias sobre nossa capacidade de realização. Ninguém dirá a um menino que joga bola que ele pode ser um craque amanhã, se ele não esboçar nenhum interesse por futebol. As palavras motivadoras de alguém para nós são baseadas apenas no contexto visível. O que leva alguém a crer nessas palavras é a motivação interna, a confiança. Portanto, motivação não se baseia apenas em palavras ditas por alguém a determinada pessoa com relação a certas aptidões que essa pessoa apresenta. Se ela não acreditar naquilo que faz, palavras não resolvem. Aquilo que alguém pensa de si mesmo, assim este alguém será, pois tudo o que fizer em torno desse pensamento tornar-se-á possível.

Certo dia eu estava com um colega de classe e encontramos nossa professora de O.S.P.B, matéria já extinta da grade curricular, com o fim do regime militar. Ela estava vendendo cachorro-quente num quiosque. Mais que depressa, esse colega disse: “Professora! logo a senhora, vendendo cachorro-quente?” - Com resposta na ponta da língua ela diz: “Sim, essa é a minha segunda fonte de renda para pagar meu doutorado”. Uma doutoranda vendendo cachorro quente! Mas o que de mal há nisso? Há tantos que enriqueceram vendendo cachorro quente e, outros que vendendo o mesmo produto não passaram de uma carrocinha na calçada da esquina. Perceba que as realizações são diferentes para as pessoas, individualmente, mesmo usando a mesma fórmula.

O ser humano trabalha na esfera das possibilidades, não das impossibilidades. Se algo foi alcançado é porque era possível. A possibilidade está relacionada ao plano ordinário, natural e razoável. Se disserem que algum limite foi superado, é porque esse limite ainda não havia sido alcançado.

Dificilmente o ser humano precisa lançar mão do extraordinário para resolver seus assuntos ou questões que estejam dentro de sua esfera de ação ou convivência. Possibilidade, ou não, está mais relacionada a maneira como o indivíduo é motivado e que ferramentas usa na busca da concretização de seus ideais.
As ferramentas podem ser as mesmas para todos, mas é a forma de manuseá-las que mostra que produto somos capazes de criar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário