domingo, 23 de agosto de 2009

O EXEMPLO VEM DE BAIXO

Para chegar ao topo, há um longo caminho a percorrer e há os que perdem o foco, cegados pelas “luzes” da estrada.

A motivação está muito relacionada ao que fazemos, mas é o resultado que mostra a competência que temos. Num mundo cada vez mais competitivo em todas as áreas, e, prega-se que somente os que trazem os melhores resultados são os que conseguem firmar-se e conquistar credibilidade. Mas Quando trabalhamos pensando apenas em nós mesmos, poderemos sair “machucados” em quase toda atividade.

Certo dia ao sair com minha caixa de isopor para vender picolé num ponto de ônibus, e ao estar quase fechando a venda para uma senhora, aproximou-se outro menino, também vendedor de picolé, pulou na minha frente e disse: “Compra o meu. O meu picolé é melhor”, e assim vendeu. Sem pensar duas vezes, assumiu atitude oportunista.

Talvez essa atitude seja aplaudida por alguns motivadores nos tempos em que se ovaciona o que chamam de ousadia e perspicácia como uma espécie de arma para conquistar o que se deseja, onde o fracasso de uns, serve de combustível para impulsionar outros. Usar a mesma arma do inimigo a essa altura, pode provar que somos iguais ou piores que ele. As demandas e disputas sugestionadas no mundo da competição, pode tornar o ser humano inimigo de si mesmo, quando investe contra o outro, pois para vencer precisa derrotar. Os que seguem exemplos alheios, ou fixam nos fracassos de outrem para prevalecerem e nortearem suas escolhas, talvez não tenham encontrado a própria vida em sua essência..

“Matar” para não morrer, até pode parecer ato aceitável diante de “ameaças”, mesmo as imaginárias.

O fim desse caminho, é o ser humano considerar o semelhante como seu inimigo. Ou seja, é preciso vencer o outro para sentir-se vitorioso. Há outros que dependem de aplausos para sentirem-se realizados.

É com muita sensibilidade, percepção e experiência nas relações humanas, que nos permitimos analisar e dar a devida importância ao que realmente vale na vida. Buscar a realização de um sonho com olhar voltado apenas para o benefício que se pode obter, sem, contudo, desenvolver o conhecimento, a observação, a sensibilidade do servir, poderemos até conquistar crescimento pessoal e social; alcançar cargos e posições privilegiadas, ganhar fama e dinheiro, mas poderemos estar trilhando o caminho da mediocridade e mesquinhez, pois o risco é atuarmos no campo das disputas e da competição, onde predomina espírito de inveja, dissimulações e pelejas na arena do vale-tudo pelo “poder”.

Todo o trabalho e esforço valerão a pena quando tornarem-se meios de serviço ao semelhante, não apenas de auto-benefício.

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