segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O PREPARO DO COMUNICADOR

O preparo e experiência do comunicador e seu conteúdo de conhecimento, nem sempre são explorados nos meios de comunicação porque as emissoras tem seus formatos de programação determinados, o que condiciona o profissional trabalhar de acordo com a proposta da emissora. Não é possível conhecer o potencial de um comunicador entre outros, por mais capacitação ou formação que possua, se o trabalho atribuído a ele não oferecer essa flexibilidade. Experiência e conteúdo são percebidos apenas em momentos imprevistos, que exijam algo a mais do profissional. Não se pode julgar experiência e conhecimento a um profissional que se limita apenas a ler notas informativas ou anúncio e desanúncio de música e hora certa, como é o padrão da maioria das emissoras comerciais. O trabalho que não exige determinadas competências do comunicador, pode ser feito com o mesmo resultado por profissionais menos experientes. A “liberdade” de expressão nem sempre é uma realidade entre profissionais da comunicação do rádio ou da TV, pois esses devem estar subordinados à proposta de programação que varia de veículo para veículo.
Mas é o preparo profissional e experiência que conferem ao comunicador a sensibilidade de corresponder às necessidades de seu público e se sobressair em situações atípicas.
Quando um profissional não se depara com desafios em sua área de atividade, seu trabalho torna-se mecânico, previsível e facilmente substituível.

Ser competente numa atividade não é apenas fazer bem o que se sabe fazer, mas adquirir preparo para resolver questões imprevistas. Os que se dedicam exclusivamente a uma atividade são diferenciados.

A maturidade, o equilíbrio e a experiência são aliados fortes para um bom desempenho profissional. Nem tudo se aprende numa escola propriamente dita, em cursos, ou na cadeira de uma universidade. Cada curso tem seu período, mas a profissão que escolhemos é para toda a vida. A observação diária, o acompanhamento das realidades factuais, a experimentação através da prática, são fatores capazes de proporcionar uma experiência melhor e o domínio sobre a atividade.



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“Fiz-me forte para com os fortes e fraco para com os fracos”

I Aos Coríntios 9:22. “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para todos os meios chegar a salvar alguns.

O mesmo apóstolo deu mostras de que viveu em situações adversas: Soube viver bem em toda e qualquer situação: fartura ou escassez; humilhado e exaltado, etc.
Além do conhecimento prático, Paulo era um erudito e de grande conhecimento.
Fiz-me tudo para todos, para todos os meios chegar a salvar alguns. Esse trecho aponta que por maior que seja o nosso esforço consciente, utilizando-nos de nossa vocação para a comunicação e empatia para transmitir conhecimento, nem sempre conseguiremos convencer a todos. Por isso, não devemos chamar para nós a responsabilidade de convencer, mas o compromisso de fazer nossos ouvintes conhecedores da mensagem que transmitimos, com todos os recursos que temos disponíveis. No campo espiritual o papel do convencimento é do Espírito Santo. Quando avocamos a responsabilidade de falar e convencer, corremos o risco de atribuir a nós um resultado que não foi operado por nosso esforço, por maior dedicação que empregamos nesse trabalho.

EMPATIA:

Essas palavras do Apóstolo Paulo demonstram algo que na comunicação chama-se empatia: ou seja, colocar-se no lugar do outro.
O que se observa é que dificilmente conseguiremos com sucesso colocar-nos no lugar do outro com autenticidade, se não passamos por situações idênticas. As pessoas experimentadas na vida em vários setores ou especificamente em sua área de atividade quando desenvolvem a comunicação, conseguem alcançar seus ouvintes pela credibilidade que passa por meio da mensagem que transmite.
É preciso cuidar da linguagem intimista. É arriscado um comunicador parecer estar em grau mais elevado de conhecimento ou espiritualidade que seus ouvintes quando os aponta. Ouvintes são mais suscetíveis a aceitar alguém que se coloca na mesma posição ou grau que eles, que compartilhe experiências comuns ou fale de coisas simples. O comunicador não deve cometer o pecado de excluir-se da mensagem que transmite, passando uma imagem de arrogante ou dono da verdade.




SEGURANÇA.
O comunicador deve passar segurança e confiabilidade. Isso se obtém, buscando informações a respeito do que vai anunciar. Quem está sob a responsabilidade de comunicar alguma mensagem a alguém, deve levar em conta alguns critérios, a saber: Organizar idéias e informações. Isso favorece o comunicador na fluência do que vai dizer. Um tema bem organizado e preparado, dá segurança a quem fala e confiança a quem ouve. Observar também as fontes de informação é maneira mais segura de obter conteúdos a serem repassados. O comunicador não precisa necessariamente ser especialista na área que vai discursar, mas precisa pesquisar sobre o tema para que aprenda sobre o que vai dizer. Citar fontes, em muitos casos, mostra a responsabilidade e compromisso do comunicador com seu público.
O orador pode usar o recurso do improviso, caso tenha vivenciado alguma situação recente paralela que venha acrescentar algum fato interessante para ilustrar sua mensagem em determinado momento. Isso aproxima o público e prende a atenção principalmente quando esses relatos têm a ver com realidades vivenciadas comumente pelas pessoas.
A autenticidade na maneira de comunicar é um meio de excelentes resultados
O ouvinte tem a capacidade de questionar, interagir, exatamente pela abertura da comunicação em todos os aspectos. A comunicação não é estática. Ela reproduz as mudanças e as transformações sociais e humanas, por isso é atual, sempre. O comunicador precisa permitir essa abertura, e isso ocorre quando ele ouve. A comunicação em sua essência, é um meio de servir ao outro. Todos os sinais da comunicação existem com o objetivo de servir. Para que isso ocorra é imprescindível a disposição do comunicador pôr-se a ouvir para que por meio de uma solicitação, trabalhe para que uma resposta seja enviada.


Em muitos casos o próprio Jesus colocava-se a ouvir pessoas, ao perguntar: “o que queres que eu te faça?”; por que choras? etc. Ele mostrava interesse em saber o que as pessoas que os procurava precisavam naquele momento.

Ele agiu com amor, respeito e ética sem omitir a verdade, no caso da mulher pecadora que seria apedrejada, (S.João 8), bem como no caso da mulher de Samaria, a quem pediu água no poço de Jacó. (S.João 4).

O comunicador precisa observar a forma como transmite sua mensagem e a maneira de lidar com as informações que deve divulgar ao seu público.
Se não entende bem o que vai transmitir, pesquise paralelamente para obter informações precisas; se não tiver certeza, não fale.
A comunicação dinâmica necessita de criatividade, boa vontade e dedicação, amor, ética e respeito ao público. Esses elementos são pessoais, e a prática leva ao aperfeiçoamento.



observação

FATOS DO DIA A DIA QUE SERVEM DE BASE PARA COMUNICAR A SERVIÇO DO EVANGELHO

O evangelho são boas novas, ou seja, boas notícias.
O contrário disso é o que assistimos na sociedade moderna


· Mãe que abandona filhos
· Crises sociais e violência
· Problemas ambientais
· Decadência da família: filhos contra pais, pais contra filhos.




Os meios de comunicação de massa concedidos às religiões devem dar ênfase às boas-novas. Essas mensagens são de interesse geral e une pessoas, pois não há conotação doutrinária ou proselitista, por não enfatizar princípios de fé denominacional. As boas novas de Jesus tocavam o coração dos homes, sem fomentar discriminação ou contendas; sentimento de culpa ou pavor. As boas novas são o evangelho, que é o poder de Deus para transformar pessoas.




EM TEMPO ALGUM NUNCA HOUVE TÃO FARTO MATERIAL PARA COMUNICAR BOAS NOTÍCIAS.
Esses assuntos permeiam o nosso dia a dia e isso torna-se oportunidade natural para falar o que a Bíblia revela sobre esses acontecimentos. Em tempo e fora de tempo; em qualquer lugar. A sociedade moderna afasta-se de Deus e há os que estão sedentos em ouvir e sentir a transformação que o Evangelho pode trazer à sua vida.
Não há meio de comunicação mais eficiente e presente que indivíduos atuando por onde passa:

· Na condução
· Nas ruas
· Na escola
· No trabalho

De maneira natural, com o conhecimento devido das mensagens Bíblicas em contraste com o que é vivido na sociedade, comunicar esperança não é trabalho desafiador, é questão de decisão pessoal em assumir esse papel: de comunicadores de boas novas. É aproveitar todos os “ganchos” existentes para entrar nesse assunto. Considerando:
· A capacidade de ouvir;
· A empatia;
· A argumentação
· A linha de raciocínio
· A reflexão
· A sugestão
COMUNICAR:

Anunciar, informar, avisar.

“Ide, pregai; anunciai o evangelho”

Essa ordem foi dada por Jesus a seus seguidores. Não especificamente a comunicadores profissionais, pois o que se torna necessário nesse ponto, é a disposição individual de assumir esse compromisso. Se comunicadores profissionais já incorporaram essa mentalidade, grande obra poderão fazer.

O evangelho é para ser anunciado, ou seja, as boas novas, as boas notícias para a salvação da humanidade. Nesse caso, a fórmula e o conteúdo não se contrastam. A fórmula é o meio, o veículo, ou seja, pessoas dispostas a anunciar. Cada indivíduo tem uma maneira peculiar de se comunicar e, isso não altera o conteúdo quando decide “anunciar” o que lhe é proposto. Cabe ao comunicador manter-se fiel ao conteúdo recebido. Não há uma nova fórmula, nem um novo conteúdo.

Os meios tecnológicos utilizados para a comunicação de massa não descartam o trabalho individual e local de anunciar as boas novas. Por maior que seja o alcance do rádio e da televisão, eles são ouvidos e vistos por pessoas que fazem parte do nosso meio: bairro, local de trabalho, etc. Se esses veículos têm a capacidade de entrar em regiões em que o comunicador, pessoalmente não pode ir, nessas regiões há pessoas que, comprometidas tal como missionárias, podem ser instrumentos de Deus para comunicar o evangelho. Essas pessoas tornam-se multiplicadoras. Ou seja, nada substitui a ação individual nesse trabalho. Não há meio mais objetivo de comunicação do que a ação individual nesse sentido, e a comunicação direta entre pessoas é desprovida de técnicas ou manipulações. A institucionalização da comunicação a serviço do evangelho pode, por um lado, avançar e alcançar milhões de pessoas ao mesmo tempo. Porém, pode tornar-nos relapsos em relação ao nosso papel individual.

Os veículos de comunicação de massa exercem papel importante para a propagação da mensagem, porém, não devem ser supervalorizados frente ao desempenho individual, nem colocados como único instrumento para o avanço da mensagem. A tendência desse comportamento, é dar destaque demasiado ao veículo como o ferramenta mais importante e exceder o teor da mensagem a ser transmitida. Quando há supervalorização e demasiada defesa de esforços nesse sentido, sugere-se, também, que todos os fins perseguidos para seu avanço, justifiquem os meios empregados para tal, e as idéias defendidas para esse crescimento ou expansão, passam a ganhar certa aceitação frente à essa necessidade institucional de ocupar mais espaço.


A plástica utilizada, a tecnologia empregada, os formatos de programas e seus personagens, não podem ofuscar a mensagem. Seus servidores devem ser abnegados ao serviço de promover o evangelho, não o de promoverem-se.

Um comentário:

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    Carlos Ferreira
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